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  01/11/2013 Vacina permite avanço contra infecção frequente em crianças  
   

 01/11/2013 - 10:37

RCM Pharma

 


Uma vacina experimental contra o vírus respiratório sincicial, uma das principais causas de infecção e hospitalização de crianças, atingiu pela primeira vez um nível elevado de protecção nos testes em animais, revelou hoje uma investigação nos EUA, avança a agência Lusa, citada pelo semanário SOL.

 

Os ensaios clínicos já estão previstos, precisaram os investigadores do Centro de Investigação de Vacinas do Instituto Americano de Alergias e Doenças Infecciosas, autores deste avanço publicado na revista Science.

 

Nos EUA, a infecção por este vírus é a causa mais frequente de bronquiolite, uma inflamação dos pequenos brônquios, assim como de pneumonia nas crianças com mais de um ano.

 

O vírus é igualmente responsável pela maior parte das hospitalizações de crianças com mais de cinco anos.

 

No mundo, esta patologia está na origem de cerca de sete por cento das mortes de crianças entre um mês e um ano, logo depois do paludismo, indicaram os investigadores.

 

Os adultos com mais de 65 anos com o sistema imunitário enfraquecido estão também vulneráveis ao vírus, que pode provocar infecções graves.

 

"Um grande número de doenças infecciosas frequentes nas crianças é evitável graças à vacinação, à excepção das infecções provocadas pelo vírus sincicial, contra o qual nenhuma vacina havia sido desenvolvida até agora, apesar de dezenas de esforços", revelou o director do Instituto, Anthony Fauci.

 

"Os trabalhos sobre esta vacina experimental marcam um passo importante. Permitem uma forte protecção nos animais de laboratório", acrescentou em comunicado, sublinhando igualmente que a técnica utilizada pode ser aplicada para desenvolver vacinas contra outras doenças virais, incluindo o VIH, o vírus responsável pela Sida.

 

Esta técnica, dita de "biologia estrutural", que examina o pato-gene ao nível atómico, permite descobrir uma proteína do vírus anexada a um anticorpo humano a partir do qual é possível fabricar a vacina testada em ratos e macacos.

 

 
 

 
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